Por Elza Augusta. Tecnologia do Blogger.
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Hoje é Dia Mundial do Câncer que alerta para mitos e verdades sobre a doença


Criada no ano de 2005, o Dia Mundial do Câncer é celebrado todo dia 4 de fevereiro por todo o mundo. O objetivo da campanha, neste ano de 2013, é derrubar mitos relacionados à doença e apresentar fatos que são verdadeiros à população.
A data, instituída pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), propõe aumentar a conscientização sobre a doença, uma das principais causas de morte atualmente. Porque desde o inicio se pretende mostrar que 1,5 milhões de mortes por câncer/ano seriam evitadas se metas para reduzir doenças não transmissíveis fossem alcançadas até 2025.
Atualmente, 7,6 milhões de pessoas morrem de câncer a cada ano em todo o mundo, dos quais, 4 milhões de pessoas morrem prematuramente (com idade entre 30 a 69 anos).
A menos que medidas urgentes sejam tomadas para aumentar a conscientização sobre a doença e desenvolver estratégias práticas para enfrentar o câncer, esta taxa é projetada para aumentar para 6 milhões de mortes prematuras por ano em 2025.
Reduzir 25% em 25
A União Internacional de Controle do Câncer (UICC) e a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC) anunciaram que 1,5 milhões de vidas que seriam perdidas para o câncer, poderiam ser salvas por ano, se medidas decisivas fossem tomadas para alcançar a meta '25 em 25' da Organização Mundial da Saúde (OMS), que visa reduzir mortes prematuras devido a doenças não transmissíveis em 25% até 2025.
"A estimativa de 1,5 milhões de vidas perdidas por ano para câncer que poderiam ser prevenidas deve servir para unir os nossos esforços na implementação da meta ' 25 em 25' da Organização Mundial da Saúde.
Há agora uma necessidade de um compromisso global para ajudar avanços políticos e incentivar a implementação de planos nacionais abrangentes de controle do câncer.
Se quisermos ter sucesso, temos uma responsabilidade coletiva para apoiar países de baixa e média renda, que estão resolvendo uma epidemia de câncer com recursos insuficientes", afirma Christopher Wild, diretor da IARC.
Dia Mundial
No Dia Mundial do Câncer, UICC e seus membros estão incitando o público e os governos a falar a uma só voz para desfazer mitos e equívocos danosos sobre o câncer.
Com o tema "Câncer - Você sabia?" indivíduos e comunidades são incentivados a lançar luz sobre quatro mitos sobre o câncer e a "verdade" correspondente através de um aplicativo que pode ser acessado por meio do link: https://apps.facebook.com/world_cancer_day
Veja o que são  mitos
Mito 1: O câncer é apenas uma questão de saúde. Verdade: O câncer não é apenas um problema de saúde. Ele tem amplo alcance social, econômico e implicações no desenvolvimento e nos direitos humanos;
Mito 2: O câncer é uma doença dos países ricos e desenvolvidos e de pessoas mais velhas. Verdade: O câncer é uma epidemia global, que afeta grupos socioeconômicos de todas as idades, com países em desenvolvimento tendo um encargo desproporcional;
Mito 3: O câncer é uma sentença de morte. Verdade: muitos cânceres que já foram considerados uma sentença de morte podem ser curados agora e para muitas pessoas o câncer já pode ser tratado de forma eficaz;
Mito 4: O câncer é o meu destino. Verdade: Com as estratégias adequadas, pelo menos 30% dos casos de câncer podem ser impedidos com base no conhecimento atual.
"Ao compreender verdadeiramente esta doença mortal, os governos podem desenvolver estratégias adequadas para reduzir mortes prematuras e alcançar a meta da OMS.
Os números hoje anunciados pela IARC e UICC revelam o valor humano fundamental de alcançar essa meta. 1,5 milhões de pessoas salvas de uma morte prematura devido ao câncer é igual a toda a população de Filadélfia, Auckland, Barcelona ou Maputo", afirma Cary Adams, CEO da UICC.(Isaude.net)
Fonte: Lúcio Borges com portal I Saude

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BRASIL É O 1º EM EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTO-JUVENIL.



Ela tem onze anos, mas já aprendeu as manhas da profissão: não entra no motel, ou no carro, sem receber o dinheiro antes, guardado sempre por outra amiga. Não conhece o pai, e sua mãe, que trabalha na zona do meretrício, não se importa com quem e onde ela dorme. Edvalda se acha igual às outras meninas que fazem programa. Com uma diferença: “eu ainda não tenho peito”. (DIMENSTEIN. 1992, p.69).

Este é um daqueles temas que ouve-se muito mas sabe-se pouco, no entanto tem sido motivo de preocupação do mundo inteiro. A exploração sexual infantil transformou-se no terceiro mais rentável comércio mundial, atrás apenas da indústria de armas e do narcotráfico. Além de ser um dos temas mais constrangedores ao Brasil, essa verdadeira onda de pedofilia está contribuindo para criar uma geração precoce de portadores do vírus da AIDS. Dessa forma, a exploração sexual infantil constitui-se numa praga que exige medidas concretas e urgentes. Esta escravidão é inadmissível e incompreensível com a vida num mundo civilizado.

De forma geral, a exploração sexual infantil trata-se do abuso sofrido por uma criança a qual, por vários fatores, como situação de pobreza ou falta de assistência social e psicológica, torna-se fragilizada. Entretanto, para além das possíveis vulnerabilidades decorrentes da situação socioeconômica - estão outros aspectos, fato que explicaria uma maior vulnerabilidade das meninas, tão expostas à violência contra a mulher até mesmo no ambiente familiar. Além destes, existe o vícios das drogas e o chamado turismo sexual, o qual consiste na chegada de vários estrangeiros a regiões como o Nordeste brasileiro em busca de sexo. Todos estes são aspectos importantes para a compreensão da violência contra a criança.

Não existem no governo e em nenhuma instituição privada ou do terceiro setor números precisos sobre crianças que estejam se prostituindo no País. Segundo um relatório sobre Exploração Infantil produzido pela ONU, em 2001, o Brasil ocupa o primeiro lugar em Exploração Sexual Infanto-Juvenil na América Latina e o segundo no mundo. Triste liderança ! Existem leis que obrigam os motéis e estabelecimentos similares a entrada de menores de 18 anos. No entanto, como todas as leis, esta também não é cumprida. As ações, por enquanto, se restringem a campanhas preventivas, alertando os turistas através de panfletos e cartazes espalhados pelos principais pontos turísticos, hotéis e restaurantes, sobre as penas previstas na legislação brasileira para quem comete atos do gênero. Campanhas publicitárias vinculadas pela Embratur em outros países agora também vão passar a conter alerta aos turistas sobre a questão.

O trabalho da polícia mostra que a maioria dos clientes são brasileiros de classe média alta e rica, empresários bem sucedidos, aparentemente bem casados e, algumas vezes, com filhos adultos ou crianças. Além dos empresários estão, também, na lista, os motoristas de caminhão e de táxis, gerentes de hotéis e até mesmo os policiais. Algumas vezes a mãe não sabe o que acontece ao seu redor, e não tem a mínima idéia de que sua filha possa estar fazendo programas. Já em outros casos, os próprios pais as levam para se prostituírem. É um trabalho rentável e que gera lucro à toda família, sendo a garota a única prejudicada.

Mas, o que tem sido feito de concreto ? É verdade que nos últimos anos, assistimos a uma certa consciência e disposição a reagir ao problema de abuso sexual. A cobertura dos meios de comunicação tem contribuído para romper o silêncio.

A criação do disque denúncia foi importante. No Brasil, em 2000, institui-se o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil, assim como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil, comemorado em 18 de maio.

Além destas instituições, outras esferas de acompanhamento e controle foram criadas, além de Varas Criminais especializadas em crimes contra crianças e adolescentes. Segundo o site da UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância, este órgão adotou em meados de 2000 o Protocolo Facultativo para a Convenção sobre os Direitos da Criança, que trata da venda de crianças, exploraçãosexual e pornografia infantis. Vários países aderiram, a exemplo do governo brasileiro que promulgou tal protocolo em 2004. (UNICEF, 2011, s/p).


Exploração sexual infantil é crime e dá pena: Pena de reclusão !

Segundo o advogado Rodrigo Pires Ferreira Lago (meus sinceros agradecimentos pela consultoria) : “A Constituição determina que o legislador preveja punições severas a coibir a exploração sexual de menores, no artigo 227, §4º - A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente.

Atendendo o comando constitucional, o Legislador previu a exploração sexual como crime, no ECA: artigo 244-A. Submeter criança ou adolescente, como tais definidos no caput do art. 2º desta Lei, à prostituição ou à exploração sexual:

Pena - reclusão de quatro a dez anos, e multa.

§ 1º - Incorrem nas mesmas penas o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se verifique a submissão de criança ou adolescente às práticas referidas no caput deste artigo.

§ 2º - Constitui efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do estabelecimento.
Lembrando que o crime do ECA não exclui eventual crime sexual contra a criança, como o estupro previsto no Código Penal, que tem pena mais elevada quando a criança é a vítima:
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.

§ 1º - Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:

Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.

§ 2º - Se da conduta resulta morte:
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.

Não se trata apenas de coibir a ação de aliciadores ou de uma clientela em potencial deste tipo de abuso, mas essencialmente repensar a atenção com o menor e o adolescente em todos os âmbitos: da saúde, educação, apoio e orientação psicológica, bem como criando oportunidades claras de inclusão social, seja para as crianças aque realmente estão em condição de rua ou para aquelas que vivem em um ambiente impróprio para sua infância e formação enquanto indivíduo (haja vista a exploração promovida em muitos casos pelos próprios pais). Logo, fica evidente que os responsáveis diretos pelo combate à exploração sexual são: família, sociedade (comunidade) e o Estado (Poder Público).

Ao nos referirmos às crianças como o futuro da humanidade, não devemos ter receio de cairmos no vazio dos jargões decorados, pois trata-se da mais pura verdade absoluta. Em suma, se o combate à exploração sexual infantil não se tornar imediatamente uma das prioridades do Governo Federal, o que será da nossa civilização num futuro bem próximo?

“Desrespeitando os fracos, enganando os incautos, ofendendo a vida, explorando os outros, discriminando o índio, o negro, a mulher, não estarei ajudando meus filhos a ser sérios, justos e amorosos da vida e dos outros.” (Paulo Freire. Pedagogia da Indignação, 2000.)

Christiane Lima
Assistente Social, Psicopedagoga e Especialista em Saúde da Família, formada pela Universidade Federal do Maranhão. Atualmente atuando na área de educação e há mais de 10 anos, trabalha na área de saúde junto a adolescentes e gestantes.

http://brasil-sempedofilia.blogspot.com.br/2011/12/brasil-e-o-1-em-exploracao-sexual.html


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As mulheres estão mais agressivas?



As mulheres estão mais agressivas? Para responder a essa pergunta, temos de conceituar agressividade, que pode tanto significar iniciativa quanto hostilidade. Iniciativa é, nesse caso, entendida como assertividade, disposição para ir atrás do desejo ou necessidade. Em certos momentos, os significados de “garra” e “briga” podem até se confundir, pois é necessário que se tenha iniciativa para brigar, assim como um espírito guerreiro para não se subjugar.
 
Nossa cultura tem uma dificuldade quase endêmica de lidar com assertividade, frequentemente confundida com comportamento agressivo, quase mal-educado. Dizer como queremos algo, não aceitar passivamente o que nos é dado, reclamar do que nos desagrada, questionar comportamentos, tudo isso não é muito bem-visto na cultura simpática do povo brasileiro, o que gera, muitas vezes, um comportamento passivo nas pessoas, cujo objetivo é agradar o outro.
Quando a agressividade tem como principal conotação a iniciativa, ela pode ser bem-aceita pela sociedade, pois implica em luta pelo que se deseja. A desistência de um comportamento típico de vítima, passivo, permite a melhora da própria qualidade de vida. Nesse caso, a mulher batalha para trazer para si o que quer. Na luta para poder participar do sufrágio universal, por exemplo, as mulheres tiveram de se impor, batalhar. Isso parecia agressivo, e os homens tentavam acusá-las de agressivas, mas não havia outro jeito de se fazer ouvir, de lutar pelo direito de participar da sociedade de forma integral, com direitos iguais.
A linha que separa a agressividade com ares de iniciativa daquela com características de hostilidade é, às vezes, muito tênue.
Entenda a diferença
Quando a agressividade vem acompanhada de comportamentos de hostilidade, quando então o diálogo é substituído por gritos, tapas e xingamentos, há claros sinais de que algo não vai bem. Muitos podem ser os motivos para que a mulher fique mais agressiva de forma negativa, e citarei alguns a seguir.
Depressão, baixa autoestima e insegurança são alguns dos problemas que podem estar presentes nesse caso. Aliás, aumento da irritabilidade é um dos sintomas avaliados pelos psiquiatras para diagnosticar depressão.
A alteração do sono, por exemplo, pode aumentar a irritabilidade. Com tantas atividades ao longo das 24 horas do dia dorme-se menos que o necessário, o que torna a pessoa mais impaciente, mais agressiva. Sacrificar o sono para atender a todas as demandas do trabalho e da família acaba por gerar comportamentos agressivos, mesmo quando não é esse o desejo da mulher.
Falta de reconhecimento é outro item da lista de eventuais motivos para o aumento da agressividade da mulher. Sem saber o que está conseguindo realizar com sucesso, sem reconhecimento positivo por sua luta diária, sem o agradecimento de ninguém, como se tudo o que ela faz fosse nada mais do que sua obrigação, não há como sustentar o bem-estar. A mulher fica mais zangada e, consequentemente, mais agressiva.
Baixa autoestima pode aumentar a agressividade. É, então, uma forma de se fazer ouvir, de tentar expressar sua existência. Sentir-se sem valor, incompetente, sentir-se feia ou gorda e não saber se está correspondendo às expectativas da sociedade, tudo isso pode tornar a mulher defensiva. E um jeito comum de se defender é atacar.
Ainda podemos incluir nos eventuais motivos para o aumento da agressividade da mulher a falta de lazer, as alterações do ciclo de vigília e sono, a má alimentação por conta de muitas dietas e as relações sociais efêmeras que não criam sensação de segurança e proteção, tão necessárias para a tranquilidade emocional.
Se houve de fato um aumento na agressividade feminina eu não sei, parece que sim. Mas é certo que o estresse do cotidiano a que a maioria das mulheres está sujeita atualmente pode favorecer o incremento de comportamentos agressivos.
Muitas vezes a agressividade é usada como uma defesa
Por medo de não ser ouvida, a mulher pode acabar gritando mais alto do que o necessário, aparentando uma agressividade que é, na verdade, pautada no medo e na insegurança, e não é de todo assertiva.

Em resumo, lutar para conseguir o que se quer é muito bom. E, visto que cada vez mais mulheres buscam maior espaço na sociedade, o importante é elaborar a forma de ser agressiva, com tranquilidade, e não pela força e pelo grito. Dá para ser assertiva sem ser agressiva.

Vivian Schindler Behar 

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