Por Elza Augusta. Tecnologia do Blogger.
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PEDOFILIA, O DESEJO SILENCIOSO

A pedofilia tem sido notícia em diversos meios de comunicação, mostrando a realidade de uma prática sexual que nos causa horror mas que é muito mais comum do que se imaginava.


O desejo sexual entre seres adultos e filhotes está presente desde as vivências animais e emerge como um instinto primitivo que a humanidade herdou em seu processo de evolução. Lembremos da célebre lenda grega da paixão de Jocasta por seu filho Édipo que veio a modular simbolicamente a presença da sexualidade entre pais e filhos. Quantas mães se “divertem” brincando com os órgãos sexuais de seus bebês homens e quantos pais sentem desejo por suas filhas que vão se tornando mocinhas?!


A questão é que, por força da aculturação que foi impondo historicamente normas morais aos relacionamentos sociais, favorecendo o intercâmbio genético entre os seres, o homem foi aprendendo a reprimir seus próprios instintos, e mesmo a sublimá-los em sentimentos nobres, mas nem todos o fazem com eficiência.
A pedofilia é hoje considerada um transtorno de personalidade da preferência sexual que se caracteriza pela escolha sexual por crianças até 13 anos, de acordo com a definição da CID-10 - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. A internet é, atualmente, o principal meio de divulgação da pedofilia, que movimenta milhões de dólares por ano e forma verdadeiros clubes com o objetivo de unir os pedófilos, adquirir fotos, vídeos, fazer turismo sexual e tráfico de menores, sendo que o Brasil é o maior consumidor no mundo deste mercado. 


O simples desejo sexual, independente da realização do ato sexual, já caracteriza a pedofilia. Não é preciso, portanto, a ocorrência de relações sexuais para haver pedofilia, e por isso mesmo é necessária a criação de campanhas para a proteção de nossas crianças e adolescentes, seduzidos e abusados habilmente pelo adulto pedófilo que adquire a confiança de suas vítimas, deixando marcas profundas na sua vida emocional.
Depressão, neuroses sexuais, propensão ao abuso de álcool e drogas são algumas das sequelas que têm sido observadas em crianças vítimas de pedofilia. Mais crescidas, as crianças costumam apresentar problemas ligados à sexualidade - de inibição e pavor ao sexo a até mesmo comportamentos que podem se transformar em pedofilia. Na verdade, muitos pedófilos foram crianças molestadas no passado. O círculo vicioso, então, se completa - e deixa atrás de si um rastro de frustração, raiva e medo em muitas famílias, pois cerca de 80% dos casos de abuso sexual de crianças ocorrem no lar onde os parentes são os principais agressores. 
Um pedófilo é uma pessoa de mais de 16 anos que apresenta, muitas vezes, uma sexualidade pouco desenvolvida, insegura psicologicamente e que teme a resistência de um parceiro em iguais condições. Sexualmente inibido, não raro pelo tamanho do seu pênis, o pedófilo escolhe como parceiro uma pessoa vulnerável, que lhe dá uma ilusão de potência. A maioria dos pedófilos tem entre 30 e 45 anos e é do sexo masculino (95%). Desses, 71% gostam de meninos, embora não sejam, como regra, homossexuais. Proteção e dominação constituem os pilares básicos na fantasia do pedófilo. 


Apesar de haver, conforme o caso, diferentes possibilidades de entendimento psicanalítico da pedofilia, para alguns Psicanalistas as fantasias inconscientes das crianças sobre a vida sexual dos pais, da qual elas normalmente não participam mas têm um certo nível de percepção, estando fora da cena do sexo dos pais mas mentalmente ligadas a ela, é que servem para animar o imaginário da pedofilia na idade adulta. Só que agora não é mais a criança a querer estar presente entre os pais, e sim um adulto que ficou congelado na cena fantasiosa daquela relação sexual, e que projeta a sua criança interior naquela de quem ele abusa. Ou seja, é como se a criança de quem ele abusa fosse ele mesmo sentindo prazer em ver o adulto fazer sexo, e com isso o adulto pedófilo se excita. A criança nunca é parceira na relação de um pedófilo, mas seu objeto. 
Por tudo isso, o desejo pedófilo é muito mais comum do que se imagina, tanto manifesto como contido. Há realmente que se tomar cuidado em todas as formas em que a criança se vê exposta, inclusive e principalmente dentro do próprio lar, mas com igual cuidado também para se ligar com a descoberta do pedófilo entre seus familiares, já que ele é um ser humano doente e que precisa de tratamento, como um parente viciado em drogas que não se manda para a polícia mas se ajuda a curar.

João Carvalho Neto 

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DIA DA CRIANÇA, É PARA COMEMORAR MESMO?

DIA DA CRIANÇA, É PARA COMEMORAR MESMO?

Como comemorar quando há tantos inocentes nas garras da servidão, explorados por familiares e empresas inescrupulosas?

Como comemorar se as vejo fazendo malabarismos ou vendendo balinhas nos cruzamentos das cidades, quando deveriam estar na escola ou apenas exercendo o direito de serem crianças?
Como comemorar se tenho conhecimento da fome assoladora que atinge milhares ao redor do mundo, sendo os pequeninos as maiores vítimas?
Como comemorar se vejo um pequeno anjo com hematomas pelo frágil corpinho, que foi flagelado por algum adulto demente e doente?
Como comemorar se milhares não têm um lar que lhes possa  oferecer segurança e aconchego?


Como comemorar se as vejo nas esquinas sendo aliciadas pelos traficantes  mercadores da morte, quando deveriam ter a oportunidade de sonhar e lutar por um futuro feliz e promissor?
Como comemorar se mulheres descuidadas e inconsequentes as colocam no mundo apenas para deixá-las à morte nas lixeiras e monturos?
Como comemorar se elas são sequestradas para servirem de pasto a degenerados sexuais, que as usam e as descartam no primeiro esgoto como se fossem lixo?
Como comemorar se pais que deveriam protegê-las de todos o males as agridem, desprezam, estupram e matam com requintes de crueldade, ignorando todos os apelos do bom senso, revelando nesses atos absurdos toda a baixeza e ignomínia, incrustrados no ser chamado e reconhecido como humano?
Não, não há o que comemorar...No dia dedicado a elas vamos refletir, sobre como podemos ajudar na inclusão dessas crianças em um meio social, onde elas possam ser apenas e realmente  CRIANÇAS, e, em meio a essas reflexões, oremos ao Divino Mestre, para que Ele as acolha, oriente e proteja de todos os males...

Elza augusta


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MULHERES AGRESSORAS (TABU?)


             
              HomensTambém São Vítimas

  Normalmente quando se pensa em violência doméstica, o que as pessoas logo acham é que alguma mulher foi agredida, no entanto, o inverso também ocorre,e existem muitos homens que são agredidos pelas próprias companheiras. Esse casos são mais frequentes do que parecem. Aqui no Brasil, no interior paulista, um comerciante relatou que sofreu agressões da esposa por dez anos, e nunca procurou a justiça, pois não tinha coragem de dizer que apanhava da mulher. Apesar de não ser um problema comum, que todos tenham conhecimento, os homens também são vitimados pela violência no lar.
                             Casos Verídicos
  A polícia francesa encontrou o corpo de um homem de setenta e um anos, desaparecido por dois anos. Algum tempo depois, sua mulher confessou que o matou, depois de uma briga em que ela lhe desferiu vários socos. A família dele informou que desde que eles começaram seu relacionamento, sua companheira não deixava que se comunicasse com amigos ou parentes, isolando-o de todos. Essa história que aconteceu na França é bem parecida com a que aconteceu em São Paulo, com a diferença que o marido brasileiro não foi morto por sua esposa. No entanto, quanto ao aspecto de isolamento, a história se repetiu pois, o comerciante relatou que também não se relacionava mais com amigos ou família. Segundo ele, sua mulher era muito ciumenta e descontrolada, atirando objetos contra ele sempre que brigavam, piorando após alguns anos, quando realmente começou a agressão propriamente dita.
                         Sentimento de Vergonha
  Segundo o comerciante paulista, apesar de às vezes apresentar alguma lesão aparente das agressões sofridas, não se preocupava em escondê-las, já que ninguém desconfiava do real motivo das lesões. Ele confessou que tinha vergonha  em denunciar a companheira, pois achava que seria ironizado pela autoridade policial. Além da vergonha dos outros, também tinha esse sentimento de si mesmo, por estar passando por essa situação, e não saber ou não ter coragem para resolvê-la. De acordo com o homem, foi somente quando sua mulher o agrediu com uma faca, e ele teve que levar sete pontos, é que decidiu procurar ajuda.
                            Estudos Estatísticos
   Na realidade, ainda não há uma pesquisa específica sobre a agressão no lar contra os homens no Brasil, no entanto, alguns estudos estatísticos estão sendo feitos, e revelam que o  índice de agressão em casais brasileiros é muito grande, de ambos os sexos, e não apenas só de homens contra mulheres como se pensava anteriormente. Um levantamento feito pela FIOCRUZ , que mensurava a violência entre os namorados em dez capitais brasileiras, coletou dados de cerca de três mil e duzentos indivíduos jovens, sendo constatado que num grupo de dez, nove já haviam praticado ou sofrido, algum tipo de agressão dentro do relacionamento. Os vários estilos de violência sexual e verbal, são cometidos de forma quase igual tanto entre as pessoas do sexo feminino, quanto masculino, fazendo os pesquisadores concluírem que os atos agressivos partem tanto das mulheres, quanto dos homens,sendo que em alguns casos, as meninas apareceram como mais violentas, já que o grupo feminino entrevistado, que admitiu já ter cometido alguma violência contra o companheiro foi maior (cerca de vinte  e oito por cento), que o do grupo masculino (cerca de dezesseis por cento).
                               Outras Vítimas
  De acordo com antropólogos especializados em investigação de relacionamentos agressivos, há  ainda a violência contra pessoas idosas por parte de seus filhos e netos ou coabitantes, e na terceira idade, tanto mulheres quanto homens são vitimados por agressões. O que surpreendeu os pesquisadores foi que, nessa faixa etária ainda há violência de esposas e maridos, diferentemente do que se pensava. Outro dado interessante era que a vítima não era dependente do agressor, pelo contrário, eram elas que sustentavam o indivíduo violento. Em outros casos, constatou-se que a vítima também agredia, sendo ela homem ou mulher. Segundo especialistas um dos fatores que impediam no caso de casais, de romperem esses relacionamentos violentos era o fato de terem filhos. Mas será que crianças educadas em ambientes violentos serão adultos felizes, e emocionalmente equilibrados? Deixo a questão para os agressores domésticos responderem.

XXX

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Hoje é Dia Mundial do Câncer que alerta para mitos e verdades sobre a doença


Criada no ano de 2005, o Dia Mundial do Câncer é celebrado todo dia 4 de fevereiro por todo o mundo. O objetivo da campanha, neste ano de 2013, é derrubar mitos relacionados à doença e apresentar fatos que são verdadeiros à população.
A data, instituída pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), propõe aumentar a conscientização sobre a doença, uma das principais causas de morte atualmente. Porque desde o inicio se pretende mostrar que 1,5 milhões de mortes por câncer/ano seriam evitadas se metas para reduzir doenças não transmissíveis fossem alcançadas até 2025.
Atualmente, 7,6 milhões de pessoas morrem de câncer a cada ano em todo o mundo, dos quais, 4 milhões de pessoas morrem prematuramente (com idade entre 30 a 69 anos).
A menos que medidas urgentes sejam tomadas para aumentar a conscientização sobre a doença e desenvolver estratégias práticas para enfrentar o câncer, esta taxa é projetada para aumentar para 6 milhões de mortes prematuras por ano em 2025.
Reduzir 25% em 25
A União Internacional de Controle do Câncer (UICC) e a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC) anunciaram que 1,5 milhões de vidas que seriam perdidas para o câncer, poderiam ser salvas por ano, se medidas decisivas fossem tomadas para alcançar a meta '25 em 25' da Organização Mundial da Saúde (OMS), que visa reduzir mortes prematuras devido a doenças não transmissíveis em 25% até 2025.
"A estimativa de 1,5 milhões de vidas perdidas por ano para câncer que poderiam ser prevenidas deve servir para unir os nossos esforços na implementação da meta ' 25 em 25' da Organização Mundial da Saúde.
Há agora uma necessidade de um compromisso global para ajudar avanços políticos e incentivar a implementação de planos nacionais abrangentes de controle do câncer.
Se quisermos ter sucesso, temos uma responsabilidade coletiva para apoiar países de baixa e média renda, que estão resolvendo uma epidemia de câncer com recursos insuficientes", afirma Christopher Wild, diretor da IARC.
Dia Mundial
No Dia Mundial do Câncer, UICC e seus membros estão incitando o público e os governos a falar a uma só voz para desfazer mitos e equívocos danosos sobre o câncer.
Com o tema "Câncer - Você sabia?" indivíduos e comunidades são incentivados a lançar luz sobre quatro mitos sobre o câncer e a "verdade" correspondente através de um aplicativo que pode ser acessado por meio do link: https://apps.facebook.com/world_cancer_day
Veja o que são  mitos
Mito 1: O câncer é apenas uma questão de saúde. Verdade: O câncer não é apenas um problema de saúde. Ele tem amplo alcance social, econômico e implicações no desenvolvimento e nos direitos humanos;
Mito 2: O câncer é uma doença dos países ricos e desenvolvidos e de pessoas mais velhas. Verdade: O câncer é uma epidemia global, que afeta grupos socioeconômicos de todas as idades, com países em desenvolvimento tendo um encargo desproporcional;
Mito 3: O câncer é uma sentença de morte. Verdade: muitos cânceres que já foram considerados uma sentença de morte podem ser curados agora e para muitas pessoas o câncer já pode ser tratado de forma eficaz;
Mito 4: O câncer é o meu destino. Verdade: Com as estratégias adequadas, pelo menos 30% dos casos de câncer podem ser impedidos com base no conhecimento atual.
"Ao compreender verdadeiramente esta doença mortal, os governos podem desenvolver estratégias adequadas para reduzir mortes prematuras e alcançar a meta da OMS.
Os números hoje anunciados pela IARC e UICC revelam o valor humano fundamental de alcançar essa meta. 1,5 milhões de pessoas salvas de uma morte prematura devido ao câncer é igual a toda a população de Filadélfia, Auckland, Barcelona ou Maputo", afirma Cary Adams, CEO da UICC.(Isaude.net)
Fonte: Lúcio Borges com portal I Saude

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BRASIL É O 1º EM EXPLORAÇÃO SEXUAL INFANTO-JUVENIL.



Ela tem onze anos, mas já aprendeu as manhas da profissão: não entra no motel, ou no carro, sem receber o dinheiro antes, guardado sempre por outra amiga. Não conhece o pai, e sua mãe, que trabalha na zona do meretrício, não se importa com quem e onde ela dorme. Edvalda se acha igual às outras meninas que fazem programa. Com uma diferença: “eu ainda não tenho peito”. (DIMENSTEIN. 1992, p.69).

Este é um daqueles temas que ouve-se muito mas sabe-se pouco, no entanto tem sido motivo de preocupação do mundo inteiro. A exploração sexual infantil transformou-se no terceiro mais rentável comércio mundial, atrás apenas da indústria de armas e do narcotráfico. Além de ser um dos temas mais constrangedores ao Brasil, essa verdadeira onda de pedofilia está contribuindo para criar uma geração precoce de portadores do vírus da AIDS. Dessa forma, a exploração sexual infantil constitui-se numa praga que exige medidas concretas e urgentes. Esta escravidão é inadmissível e incompreensível com a vida num mundo civilizado.

De forma geral, a exploração sexual infantil trata-se do abuso sofrido por uma criança a qual, por vários fatores, como situação de pobreza ou falta de assistência social e psicológica, torna-se fragilizada. Entretanto, para além das possíveis vulnerabilidades decorrentes da situação socioeconômica - estão outros aspectos, fato que explicaria uma maior vulnerabilidade das meninas, tão expostas à violência contra a mulher até mesmo no ambiente familiar. Além destes, existe o vícios das drogas e o chamado turismo sexual, o qual consiste na chegada de vários estrangeiros a regiões como o Nordeste brasileiro em busca de sexo. Todos estes são aspectos importantes para a compreensão da violência contra a criança.

Não existem no governo e em nenhuma instituição privada ou do terceiro setor números precisos sobre crianças que estejam se prostituindo no País. Segundo um relatório sobre Exploração Infantil produzido pela ONU, em 2001, o Brasil ocupa o primeiro lugar em Exploração Sexual Infanto-Juvenil na América Latina e o segundo no mundo. Triste liderança ! Existem leis que obrigam os motéis e estabelecimentos similares a entrada de menores de 18 anos. No entanto, como todas as leis, esta também não é cumprida. As ações, por enquanto, se restringem a campanhas preventivas, alertando os turistas através de panfletos e cartazes espalhados pelos principais pontos turísticos, hotéis e restaurantes, sobre as penas previstas na legislação brasileira para quem comete atos do gênero. Campanhas publicitárias vinculadas pela Embratur em outros países agora também vão passar a conter alerta aos turistas sobre a questão.

O trabalho da polícia mostra que a maioria dos clientes são brasileiros de classe média alta e rica, empresários bem sucedidos, aparentemente bem casados e, algumas vezes, com filhos adultos ou crianças. Além dos empresários estão, também, na lista, os motoristas de caminhão e de táxis, gerentes de hotéis e até mesmo os policiais. Algumas vezes a mãe não sabe o que acontece ao seu redor, e não tem a mínima idéia de que sua filha possa estar fazendo programas. Já em outros casos, os próprios pais as levam para se prostituírem. É um trabalho rentável e que gera lucro à toda família, sendo a garota a única prejudicada.

Mas, o que tem sido feito de concreto ? É verdade que nos últimos anos, assistimos a uma certa consciência e disposição a reagir ao problema de abuso sexual. A cobertura dos meios de comunicação tem contribuído para romper o silêncio.

A criação do disque denúncia foi importante. No Brasil, em 2000, institui-se o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil, assim como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil, comemorado em 18 de maio.

Além destas instituições, outras esferas de acompanhamento e controle foram criadas, além de Varas Criminais especializadas em crimes contra crianças e adolescentes. Segundo o site da UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância, este órgão adotou em meados de 2000 o Protocolo Facultativo para a Convenção sobre os Direitos da Criança, que trata da venda de crianças, exploraçãosexual e pornografia infantis. Vários países aderiram, a exemplo do governo brasileiro que promulgou tal protocolo em 2004. (UNICEF, 2011, s/p).


Exploração sexual infantil é crime e dá pena: Pena de reclusão !

Segundo o advogado Rodrigo Pires Ferreira Lago (meus sinceros agradecimentos pela consultoria) : “A Constituição determina que o legislador preveja punições severas a coibir a exploração sexual de menores, no artigo 227, §4º - A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente.

Atendendo o comando constitucional, o Legislador previu a exploração sexual como crime, no ECA: artigo 244-A. Submeter criança ou adolescente, como tais definidos no caput do art. 2º desta Lei, à prostituição ou à exploração sexual:

Pena - reclusão de quatro a dez anos, e multa.

§ 1º - Incorrem nas mesmas penas o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se verifique a submissão de criança ou adolescente às práticas referidas no caput deste artigo.

§ 2º - Constitui efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do estabelecimento.
Lembrando que o crime do ECA não exclui eventual crime sexual contra a criança, como o estupro previsto no Código Penal, que tem pena mais elevada quando a criança é a vítima:
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.

§ 1º - Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:

Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.

§ 2º - Se da conduta resulta morte:
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.

Não se trata apenas de coibir a ação de aliciadores ou de uma clientela em potencial deste tipo de abuso, mas essencialmente repensar a atenção com o menor e o adolescente em todos os âmbitos: da saúde, educação, apoio e orientação psicológica, bem como criando oportunidades claras de inclusão social, seja para as crianças aque realmente estão em condição de rua ou para aquelas que vivem em um ambiente impróprio para sua infância e formação enquanto indivíduo (haja vista a exploração promovida em muitos casos pelos próprios pais). Logo, fica evidente que os responsáveis diretos pelo combate à exploração sexual são: família, sociedade (comunidade) e o Estado (Poder Público).

Ao nos referirmos às crianças como o futuro da humanidade, não devemos ter receio de cairmos no vazio dos jargões decorados, pois trata-se da mais pura verdade absoluta. Em suma, se o combate à exploração sexual infantil não se tornar imediatamente uma das prioridades do Governo Federal, o que será da nossa civilização num futuro bem próximo?

“Desrespeitando os fracos, enganando os incautos, ofendendo a vida, explorando os outros, discriminando o índio, o negro, a mulher, não estarei ajudando meus filhos a ser sérios, justos e amorosos da vida e dos outros.” (Paulo Freire. Pedagogia da Indignação, 2000.)

Christiane Lima
Assistente Social, Psicopedagoga e Especialista em Saúde da Família, formada pela Universidade Federal do Maranhão. Atualmente atuando na área de educação e há mais de 10 anos, trabalha na área de saúde junto a adolescentes e gestantes.

http://brasil-sempedofilia.blogspot.com.br/2011/12/brasil-e-o-1-em-exploracao-sexual.html


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As mulheres estão mais agressivas?



As mulheres estão mais agressivas? Para responder a essa pergunta, temos de conceituar agressividade, que pode tanto significar iniciativa quanto hostilidade. Iniciativa é, nesse caso, entendida como assertividade, disposição para ir atrás do desejo ou necessidade. Em certos momentos, os significados de “garra” e “briga” podem até se confundir, pois é necessário que se tenha iniciativa para brigar, assim como um espírito guerreiro para não se subjugar.
 
Nossa cultura tem uma dificuldade quase endêmica de lidar com assertividade, frequentemente confundida com comportamento agressivo, quase mal-educado. Dizer como queremos algo, não aceitar passivamente o que nos é dado, reclamar do que nos desagrada, questionar comportamentos, tudo isso não é muito bem-visto na cultura simpática do povo brasileiro, o que gera, muitas vezes, um comportamento passivo nas pessoas, cujo objetivo é agradar o outro.
Quando a agressividade tem como principal conotação a iniciativa, ela pode ser bem-aceita pela sociedade, pois implica em luta pelo que se deseja. A desistência de um comportamento típico de vítima, passivo, permite a melhora da própria qualidade de vida. Nesse caso, a mulher batalha para trazer para si o que quer. Na luta para poder participar do sufrágio universal, por exemplo, as mulheres tiveram de se impor, batalhar. Isso parecia agressivo, e os homens tentavam acusá-las de agressivas, mas não havia outro jeito de se fazer ouvir, de lutar pelo direito de participar da sociedade de forma integral, com direitos iguais.
A linha que separa a agressividade com ares de iniciativa daquela com características de hostilidade é, às vezes, muito tênue.
Entenda a diferença
Quando a agressividade vem acompanhada de comportamentos de hostilidade, quando então o diálogo é substituído por gritos, tapas e xingamentos, há claros sinais de que algo não vai bem. Muitos podem ser os motivos para que a mulher fique mais agressiva de forma negativa, e citarei alguns a seguir.
Depressão, baixa autoestima e insegurança são alguns dos problemas que podem estar presentes nesse caso. Aliás, aumento da irritabilidade é um dos sintomas avaliados pelos psiquiatras para diagnosticar depressão.
A alteração do sono, por exemplo, pode aumentar a irritabilidade. Com tantas atividades ao longo das 24 horas do dia dorme-se menos que o necessário, o que torna a pessoa mais impaciente, mais agressiva. Sacrificar o sono para atender a todas as demandas do trabalho e da família acaba por gerar comportamentos agressivos, mesmo quando não é esse o desejo da mulher.
Falta de reconhecimento é outro item da lista de eventuais motivos para o aumento da agressividade da mulher. Sem saber o que está conseguindo realizar com sucesso, sem reconhecimento positivo por sua luta diária, sem o agradecimento de ninguém, como se tudo o que ela faz fosse nada mais do que sua obrigação, não há como sustentar o bem-estar. A mulher fica mais zangada e, consequentemente, mais agressiva.
Baixa autoestima pode aumentar a agressividade. É, então, uma forma de se fazer ouvir, de tentar expressar sua existência. Sentir-se sem valor, incompetente, sentir-se feia ou gorda e não saber se está correspondendo às expectativas da sociedade, tudo isso pode tornar a mulher defensiva. E um jeito comum de se defender é atacar.
Ainda podemos incluir nos eventuais motivos para o aumento da agressividade da mulher a falta de lazer, as alterações do ciclo de vigília e sono, a má alimentação por conta de muitas dietas e as relações sociais efêmeras que não criam sensação de segurança e proteção, tão necessárias para a tranquilidade emocional.
Se houve de fato um aumento na agressividade feminina eu não sei, parece que sim. Mas é certo que o estresse do cotidiano a que a maioria das mulheres está sujeita atualmente pode favorecer o incremento de comportamentos agressivos.
Muitas vezes a agressividade é usada como uma defesa
Por medo de não ser ouvida, a mulher pode acabar gritando mais alto do que o necessário, aparentando uma agressividade que é, na verdade, pautada no medo e na insegurança, e não é de todo assertiva.

Em resumo, lutar para conseguir o que se quer é muito bom. E, visto que cada vez mais mulheres buscam maior espaço na sociedade, o importante é elaborar a forma de ser agressiva, com tranquilidade, e não pela força e pelo grito. Dá para ser assertiva sem ser agressiva.

Vivian Schindler Behar 

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Mulheres que sofreram violência e abuso têm mais chances de desenvolver problemas mentais


Segundo um novo estudo, as mulheres são drasticamente mais propensas a desenvolver distúrbios mentais em algum momento de suas vidas se tiverem sido vítimas de estupro, agressão sexual, perseguição, ou violência doméstica.
A conexão entre experiências angustiantes e saúde mental não é tão surpreendente, mas as descobertas destacam o quão fortemente os dois problemas estão interligados.
Ou seja, é importante que médicos e outros profissionais de saúde perguntem às mulheres sobre episódios passados de violência, mesmo que estes aconteceram anos atrás. Segundo os cientistas, quando os profissionais tratarem mulheres com depressão ou problemas de saúde mental, é melhor se ligar no fato de que a violência pode estar por trás disso.
Os pesquisadores analisaram dados de saúde de uma amostra nacionalmente representativa de mulheres australianas entre as idades de 16 e 85 anos. Episódios de agressão sexual, assédio, e outros tipos de “violência de gênero” eram muito comuns, com 27% do grupo relatando pelo menos um episódio de abuso.
57% das mulheres com um histórico de abuso também tinham um histórico de depressão, transtorno bipolar, estresse pós-traumático, abuso de substâncias, ou ansiedade (incluindo transtorno do pânico e transtorno obsessivo-compulsivo), contra 28% das mulheres que não tinham experimentado violência de gênero.
Entre as mulheres que haviam sido expostas a pelo menos três diferentes tipos de violência, a taxa de transtornos mentais ou abuso de substâncias subiu para 89%. Segundo os pesquisadores, a extensão e a força dessa associação é muito preocupante.
Os cientistas não podem dizer com certeza se os problemas de saúde mental foram provocados pela violência, ou se as mulheres com problemas de saúde mental pré-existentes eram mais propensas a sofrer violência.
No entanto, eles controlaram a pesquisa para uma série de potenciais fatores de mitigação, incluindo status socioeconômico e histórico familiar de problemas psiquiátricos. Há amplas evidências de que os eventos traumáticos – especialmente interpessoais, como abuso doméstico – podem desencadear problemas mentais.
Além disso, episódios de violência de gênero geralmente ocorrem muito cedo na vida, enquanto transtornos mentais muitas vezes não aparecem até anos mais tarde.
As descobertas indicam que a violência contra as mulheres é uma preocupação de saúde pública, e ressalta o impacto sobre a sociedade, que deve fazer mais do que apenas tratar as consequências imediatas, como atendimento a uma lesão violenta.
Os pesquisadores sugerem que especialistas em saúde mental e prestadores de serviços de saúde devam desenvolver uma abordagem unificada para detectar e tratar problemas de saúde mental mais efetivamente em mulheres que sofreram violência.
Os EUA já tomaram um passo promissor nesta direção. Na segunda-feira, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do país divulgou novas diretrizes para os cuidados preventivos de mulheres que, entre outras coisas, exigem planos de saúde sem custo para se tratar de violência doméstica, com início em agosto de 2012.[CNN]

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TRÁFICO HUMANO EM DUBAI

Vamos para o sudeste da Ásia, para os Emirados Árabes Unidos. Focaremos em sua capital, em sua maior cidade que cresce 19% ao ano. Em um lugar que desponta como grande potência econômica, que atrai não apenas milhares de turistas, mas também trabalhadores que ganham mais do que em sua terra natal, e onde ¾ de seus moradores são originários de outros países, um problema assombra: a prostituição/ tráfico humano. Abaixo vamos conversar sobre histórias reais e sobre o preço humano que se paga por lá pelo crescimento econômico. Prostituição forçada Essa é a história de Fei Fei, uma jovem chinesa de 22 anos, que foi para lá estudar. Ela exibe marcas de cigarro em suas costas e braços, resultado de sua recusa em se prostituir enquanto morou 8 meses em Dubai. Mas a jovem garota acabou cedendo à gangue quando eles lhe ameaçaram de mandar suas fotos peladas para sua família. Essa desonra, disse ela, seria pior que vender seu corpo. Então, sob o nome de “Lucy” ela se vendia nos bares por 500 dirhams (USD $130), um preço alto para conseguir sua liberdade. Sua história é apenas um exemplo do ‘lado escuro’ da cidade que ficou conhecida por seus altos prédios, ilhas artificiais e muito dinheiro. Medo de estupro Anne Valdez, 25 anos, saiu da cidade de Quezon, nas Filipinas, para trabalhar como empregada doméstica em Dubai. Seu trabalho durou 4 meses antes que fugisse. Valdez foi à procura de um futuro melhor para ela e seu filho de 1 ano de idade. Ela foi para lá através de uma agência de emprego cujo contrato previa US$ 200 ao mês. Porém, seus patrões lhe davam US$ 160 e a obrigavam a trabalhar 19 horas por dia. Ela não podia sair de casa em nenhum momento, “Eu não podia nem ligar para a minha família. Eu tinha medo de ser estuprada.” Depois de fugir e passar mais 10 meses trabalhando meio-período em hotéis e afins, se escondendo da polícia, ela conseguiu voltar para seu país, mas da mesma maneira que foi. Valdez pode se considerar ‘sortuda’, pois, apesar de todos com quem trabalhou tentarem leva-la para cama ela nunca foi estuprada nem forçada a se prostituir. Estima-se em 10,000 as vítimas de tráfico humano em Dubai. O Governo afirma que esses números são super-estimados e que eles já começaram a agir aprovando a primeira lei anti-tráfico do Oriente Médio. Muito dinheiro Dubai, uma antiga vila comércio, se transformou no ponto financeiro e turístico do Golfo Pérsico. Isso tudo atraiu muitas pessoas, hoje sua vida noturna não deixa nada a desejar a qualquer bar das grandes capitais mundiais. Sauditas ricos, americanos que pegam seu dinheiro no Iraque, e banqueiros de Londres freqüentam os bares de Dubai. O grande crescimento também atraiu trabalhadores de obras e faxineiras, mas as leis não acompanharam esse ritmo para protégé-los diz a Organização Internacional do Trabalho. Mulheres da ásia, Africa também assinam seus contratos para trabalhar como secretárias e cabeleleiras e vêem seus passaportes serem confiscados e forçadas a trabalhar como prostitutas, disse um relatório americano. Outras trabalham sob ameaça física e psicológica ou são abusadas até pagarem o custo do contrato. Como isso acontece em Dubai acontece em tantos outros lugares, principalmente nos países em desenvolvimento onde a população ainda é pobre, infelizmente o bom senso do ser humano não é tão confiável assim, então, a única pergunta que fica é: quantas pessoas terão de sofrer para que esse tipo de situação acabe de uma vez? Créditos: GIGANTE DA ÁSIA

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Vítimas de abuso sexual do sexo masculino têm mais dificuldade de lidar com o trauma


Estudo da Universidade de Massachusetts revelou um dado assustador e alarmante: nos EUA, um em cada seis homens e uma em cada quatro mulheres sofrerão algum tipo de abuso sexual antes de completar 16 anos. O estudo foi liderado pelo psicólogo David Lisak, da Universidade. Ele também trabalha numa ONG que auxilia homens que foram abusados. A violência e o trauma de um abuso sexual são intensos para os dois sexos, mas, de acordo com pesquisadores, pode ser mais difícil para os homens se recuperar.
Homens e mulheres violentados sofrem com a vergonha e o estigma do abuso e acabam se isolando e protegendo o criminoso com seu silêncio. Mas os homens ainda têm de lidar com outro problema: os estereótipos sobre sua masculinidade. “Homens, especialmente crianças e jovens, não denunciam os abusos”, diz a professora de enfermagem, Elizabeth Saweyc, da University of British Columbia. “Muitas das nossas histórias colocam os homens no comando da sexualidade. Quando acontece um abuso, esta posição, definida socialmente, é rompida. Não é apenas a violação dos limites e da autonomia pessoal, não só o direito de privacidade do garoto que está em jogo. O ato também contradiz seu senso de masculinidade”.
Esta ruptura na “ordem natural das coisas” causa uma confusão muito grande nos meninos porque eles não “deveriam ser” vítimas de abuso sexual. Elizabeth diz que, em muitos casos, eles têm até dificuldade em entender que estão sendo abusados. Como, na maioria das vezes, o criminoso é homem, os garotos acabam sendo levados a questionar a sua sexualidade, coisa que não acontece com as vítimas do sexo feminino. A professora conta que a sociedade ainda pode atrapalhar a recuperação. Por exemplo, quando o abuso é cometido por uma mulher, o trauma para o garoto é tão grande quanto se houvesse sido abusado por um homem, mas a sociedade vê isso como uma reprise do filme “A primeira noite de um homem”.
Um estudo realizado no Hospital infanti St. Paul em Minnesota com 226 meninas e 64 meninos, com idades entre 10 e 15 anos, que relataram ter sofrido abuso sexual, revelou que: das denúncias feitas em até 72 horas depois do ato, horário crítico para a polícia ter maiores chances de juntar evidências, a minoria era feita por garotos.
Outra diferença chocante é que os meninos são mais expostos à pornografia durante o abuso do que as meninas. As meninas, em sua maioria, são violentadas por mais de um criminoso. Com os meninos, geralmente é apenas um, algumas vezes um menor de idade, mais velho que a vítima. Os estudos também concluíram que as meninas contam primeiro para uma amiga sobre o abuso, enquanto meninos contam para suas mães. Outro fato chocante: “A segunda pessoa com quem os meninos conversam sobre o que aconteceu é com os próprios algozes”, contou a enfermeira, Laurel Edinburgh, co-autora do trabalho com Elizabeth Saweyc.
Além da dor, da confusão, da vergonha e do trauma, às vezes os jovens são acometidos por sentimento de raiva. Vítimas dos dois sexos têm altas chances de sofrer de doenças psiquiátricas como ansiedade e depressão. Além disso, o preconceito que sofrem os faz calar sobre o abuso sexual.
Mudança de atitude na sociedade pode reverter quadro.
Por medo ou vergonha, as vítimas de violência sexual geralmente guardam para si a experiência, o que dificulta a estimativa de casos. Registros policiais, por este motivo, podem trazer apenas uma pequena parte dos números reais. Levantamentos com a população trazem números maiores, mas mesmo assim, os pesquisadores admitem que os sobreviventes deste tipo de crime não se sentem confortáveis em se abrir mesmo em pesquisas. “Eu não posso mais ficar preocupada com números como um em quatro, um em três, ou qualquer outra porcentage. É um número enorme”, disse David Lisak.
O psicólogo chegou a entrevistar os abusadores e contou que a maioria é motivada pela ingenuidade e vulnerabilidade das vítimas. Muitos deles não param na primeira vez e, alguns abusam meninos e meninas. Sua satisfação se dá no controle sobre as crianças. Segundo ele, a maioria das vítimas conhece o responsável.
Para que os jovens possam ter mais confiança e coragem de denunciar os violentadores, Elizabeth Saweyc afirma que mudanças de ponto de vista são necessárias. Segundo ela, a sociedade deveria ser mais sensível à gravidade do crime. “Não deveríamos ter tanto preconceito em torno destes casos, na verdade, eles nem deveriam estar acontecendo. Enquanto as pessoas rejeitarem, desacreditarem ou negarem o fato, este crime perpetuará”. [LiveScience]

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PEDÓFILOS


PEDÓFILOS
Por : Antônio Paiva
É a pessoa que tem a perversão da pedofilia ou a pratica, palavra de origem grega ped (o) + filo. A pedofilia seria uma doença ou uma tara sexual? A realidade é que a prática da pedofilia vem crescendo assustadoramente em todo o mundo. As crianças até 14 anos de idade são as vitimas dos pedófilos. Os estudiosos, os psiquiatras, psicólogos afirmam ser a pedofilia uma perversão sexual, caracterizada pela opção sexual preferencial por crianças e adolescentes, de forma compulsiva e obsessiva. O pedófilo é uma pessoa aparentemente normal e muitas vezes bem inserida na sociedade, daí o fato da pedofilia ser uma patologia muito frequente em todos os níveis sociais e econômicos, portanto, não é rara a presença de pedófilos nas escolas, praças, igrejas, consultórios médicos, enfim, em todos os lugares onde ele, o pedófilo, possa encontrar crianças e adolescentes. Em muitos casos o pedófilo pode ser alguém da própria família.

O pedófilo é, acima de tudo, um doente, que necessita de tratamento, mas que se torna muito perigoso, já que pode cometer crimes (não só o abuso sexual em si, mas outros igualmente graves, incluindo até o homicídio) contra as crianças, por isso deve ser combatido. A justiça pernambucana está envolta em escândalo sexual de proporções incalculáveis e inéditas, tal situação pode deixar uma nódoa em grande parte da magistratura mauriciana. Dois juízes segundo investigações da Corregedoria do Tribunal de Justiça pernambucano são acusados da prática de pedofilia e a preferência dos juízes eram meninos. A Vara da Infância e da Juventude abrigava os dois juízes que mantinham relações homossexuais com crianças e adolescentes em cidades do interior pernambucano. (Isto É) Mas não fica só nisso, um terceiro suspeito também juiz está sob investigação e corre o risco de ter o mesmo destino de seus pares pedófilos, um afastamento provisório das funções ou aposentadoria compulsória com pagam
ento integral de seus rendimentos no momento em que foram acusados dela corregedoria.

Esse interesse por crianças pode ser tão antigo que não se tem uma data precisa para marcar os primeiros casos de pedofilia acontecidos no mundo. Sabemos que ele é tão antigo quanto a humanidade e existem pinturas de homens mantendo relações sexuais com crianças. A verdade é que desde a Grécia Antiga que surgiu o termo “efebo” que é o rapaz jovem, mancebo, ou aquele que chegou a puberdade. (Shvoong).  Do grego éphebos, e do latim ephebus, são sinonímias de jovem do sexo masculino que era iniciado na vida sexual por um homem mais velho. Para se ter uma ideia da aberração em alguns mosteiros budistas no Tibet, os novatos tem que dormirem com os monges mais experientes. Essa prática perdura até os dias de hoje. O casamento heterossexual era de efeitos práticos e o amor era considerado território para homens maduros e seus rapazes.

Na Grécia antiga as mulheres serviam apenas para procriação, pois o amor mais caloroso era entre homens. Diz a história que o profeta Maomé tinha várias esposas e uma delas era uma criança de 8 anos, e na época do casamento Maomé estava com 53 anos de idade. Vejam só são nuanças acontecidas que praticamente poucas pessoas tem conhecimento, mas a história está aí para comprovar a veracidade dos fatos. Na Idade Média e no renascimento a beleza feminina tinha um ideal, longos cabelos louros, atitude displicente, maçãs do rosto saliente e era grande o número de mulheres que casavam na puberdade.

Diz à história que um dos pedófilos mais famosos era o escritor inglês Lewis Caroll (1862-1898), ele era nada mais do que o escritor de Alice no País das Maravilhas, escrito em 1865. Uma de suas manias bizarras era a de fotografar menininhas em parques, chegou a fotografar uma garota de quatro anos de nome Alicia Lidell, que foi sua inspiração para escrever o livro infantil epigrafado. Dizia ele que Alicia tinha uma beleza provocativa o que fazia com que o escritor a cortejasse sempre até de maneira acintosa. Isso fez com que a mãe de Alicia a afastasse da presença de Lewis Carol. Vários e vários casos Aconteceram no velho continente e em 1955, durante a escrita de um romance por Vladimir Nabokov, de nome Lolita, surgiria o termo “ninfeta”, para garotas de idade entre nove e 14 anos.

Elas enfeitiçavam os homens com sua natureza “ninfica” demoníaca. Em 1977, o cineasta polonês Romam Polanski teve que fugir dos estados Unidos da América do Norte (EUA) depois de admitir ter feito sexo com uma garota de 13 anos. O famoso cantor Michael Jackson também foi acusado de abusar de um menino de 12 anos. A pedofilia pode ser designada como o desejo sexual proibido. É um problema antigo, mas deve ser combatido com rigor pelas autoridades que lidam com crianças e com pessoas com esta perturbação sexual. Os ambientes em que as crianças permanecem por muito tempo, principalmente os internos estão mais vulneráveis a pedofilia. 

A partir da exposição pública de casos de pedofilia envolvendo médicos, sacerdotes e professores, cidadão de comportamento social e profissional supra de qualquer suspeita voltaram-se os cientistas comportamentais, dentre eles os juristas, para o estudo dessa prática, cujas vítimas são crianças e adolescentes. É nesse terreno minado de preconceitos e distorcidas visões de mundo que nós, juristas, debruçamos-nos na tentativa de sistematizar o tema e impor a repressão adequada e efetiva para impedir as agressões ao corpo e a espírito de quem mal começou a viver. Essas agressões quase sempre resultam em profundas sequelas em personalidades ainda não definidas, razão pela qual é classificada a pedofilia, no Brasil, por que violação hedionda, segundo a Lei 8.072/90.

As penas para lá de suaves para os juízes Francisco de Assis Timóteo Rodrigues de São José de Belmonte (PE), e Max Cavalcanti de Albuquerque, de Palmeirina (PE) que foram afastados de suas funções e as famílias das crianças como ficam? Os casos envolvendo pedófilos deveriam ser combatidos veementemente pelos órgãos de “Direitos Humanos”, pois crianças e seus familiares vão sofrer com esta marca inglória para o resto da vida. “Tribunal de Justiça de Pernambuco afasta dois magistrados por abuso sexual de menores; um deles é acusado de matar três testemunhas”. Dizem que as festas patrocinadas por Timóteo seriam frequentadas até por padres. Os casos pernambucanos são apenas a ponta de um iceberg que está deixando a cúpula do judiciário do estado de Pernambuco estarrecida. Pensem nisso!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA ALOMERCE E DA AOUVIRCE 

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Pare Com a Violência Contra a Mulher

A documentarista Jean Kilbourn é uma feminista norte-americana. Desde 1979, em documentários, palestras e vídeos, ela discute a imagem da mulher na mídia. Segundo Kilbourne, algumas vezes lhe perguntam:

Se depois de tantos anos falando sobre o assunto as coisas melhoraram. Não, mesmo depois de tantos anos de campanhas, palestras, debates, leis, a situação da violência contra a mulher, na realidade, piorou, ela responde.
No Brasil, infelizmente não é diferente. De acordo com aAgência Patrícia Galvão, “seis em cada dez brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica [...] uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido alguma vez ‘algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido’”. Conforme estatística divulgada pela ONG “Quebre o Ciclo”, a cada dois minutos cinco mulheres são espancadas no Brasil. E a Lei Maria da Penha, em 2012, completa cinco anos. O que precisamos então fazer para acabar com a violência contra a mulher?
No dia 10 de fevereiro deste ano, foi anunciada a decisão do STF que, supostamente, fortalece a Lei Maria da Penha. A partir de então, a denúncia contra o agressor pode ser feita pelo Ministério Público. Ou seja, não é necessário que a vítima denuncie seu agressor, qualquer pessoa pode fazê-lo, basta ligar para o Disque-Denúncia (181) e não precisa se identificar. De fato, é um progresso, no entanto, não é suficiente. Na prática, um promotor de justiça denuncia o agressor e inicia-se a investigação. A partir desse momento será necessário haver testemunha. Ora, agressão doméstica é violência que acontece dentro de quatro paredes. Quem são as testemunhas? Em geral, pessoas envolvidas na situação. Está aí o problema número um. O avanço da lei é importante, sobretudo, porque faz com que o caso de agressão seja de obrigação do Ministério Público, mas como investigar sem testemunhas? Muitas mulheres — 68% conforme Agência Patrícia Galvão — têm vergonha e portanto não denunciam. Por isso a decisão do STF ajuda, certo? Nem tanto. Há situações — infelizmente não tenho estatísticas para essas — em que um promotor de justiça insiste no caso, mas a mulher acaba por dizer que não foi agressão e, por uma série de questões além da vergonha, não colabora com a investigação que, então, acaba arquivada e a violência continua por falta de provas. Então, o que precisamos fazer para acabar com essa violência?
Claro, em primeiro lugar, denunciar, apoiar, respeitar. Mas e o governo? Onde estão os abrigos para acolher as mulheres que muitas vezes precisam, além de se proteger, cuidar dos filhos? E, principalmente, onde estão os psicólogos para dar apoio às mulheres que se sentem envergonhadas, humilhadas e muitas vezes culpadas quando o culpado é o agressor?
E o que mais intriga: por que a sociedade insiste em tratar a mulher como objeto?
Nesse último trabalho de Jean Kilbourne o foco é a propaganda. Kilbourne ressalta o fato de que o marketing vende mais que apenas produtos, vende, em vários casos, a ideia de que o que é mais importante em uma mulher é sua aparência. As empresas nos rodeiam com imagens de uma beleza feminina ideal produzida por tratamento de imagem e, portanto, impossível de ser alcançada. Se a mulher busca o que é impossível alcançar, qual será o resultado? Frustração. Dessa forma, desde cedo — cada vez mais cedo — as garotas aprendem que devem gastar tempo, energia e dinheiro na busca dessa beleza ideal para então sentirem-se envergonhadas e culpadas quando falharem. Ninguém se parece com as imagens que são divulgadas, nem mesmo as próprias protagonistas de tais imagens.
O corpo feminino é usado; é transformado em objeto. Utiliza-se a mulher em propagandas de cerveja e outras bebidas alcóolicas, de carros, motos e desodorantes masculinos — observe a diferença: um homem que usa desodorante ganha mulheres, a mulher, por outro lado, ganha axilas sem mancha, roupas que não ficam amareladas debaixo do braço, pele mais macia — ou seja, a mulher é “coisificada”, é troféu, além disso, é um objeto que deve estar sempre impecável. Isso é uma das sementes da violência, afinal de contas, um objeto pode ser jogado de lado, doado, vendido, quebrado ao meio. Objetos quebram e são remendados; se não puderem ser remendados, são jogados fora.
Mas a mulher não. A mulher não é coisa, é ser humano.
Então, o que você pode fazer para acabar com a violência contra a mulher? O que o governo pode fazer? O que todos nós, juntos, podemos fazer para dar fim à violência contra a mulher?
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A DOENÇA DO VITIMISMO

Não se faça de vítima
"Sou o patinho feio, ninguém cuida de mim." Esse patinho, porém, quase nunca é feio nem se encontra em estado de total abandono. Ele é só mais um doente de vitimismo - patologia psicológica caracterizada pela presença de um sentimento, ele sim, muito feio: a autopiedade.


Equipe planeta

O complexo de vítima - a mania de assumir, na vida, a postura de mártir sofredor - é uma das mais insidiosas e destrutivas patologias psicológicas. Os que caíram nas garras da autopiedade vão por aí, puxando a carroça dos seus sofrimentos quase sempre imaginários - mas não por isso menos reais - e provocando nos outros enfado e repulsa. Isso é muito triste, quando se sabe que tudo o que eles querem é exatamente o contrário: ganhar carinho e atenção.

O vitimismo é um poço de sentimentos negativos. Dele surge a tendência para culpar os outros (o pai, a mãe, os irmãos, a sociedade, a vida, o mundo, os maus fados, o destino) e fazer deles os responsáveis pelas nossas próprias mazelas. Dele surgem as couraças de autodefesa que não nos permitem relaxar e viver de modo saudável nossa relação com os outros e conosco mesmos. Dele vem a impressão sempre absurda e impossível de que não precisamos mudar. Os outros é que estão errados. Ele é a pior das cegueiras, pois destrói na pessoa a autocrítica, o discernimento e a capacidade de avaliação racional das situações.

Demônio de muitas faces, o vitimismo é mestre em matéria de distorção da realidade. Parente próximo da tristeza, quando ele possui uma pessoa coloca diante de seus olhos um filtro cinza e opaco que a impede de apreciar - e se deleitar - com as cores do mundo.

O vitimismo é doença precoce. A análise transacional - uma técnica de psicoterapia - ensina que uma criança, já nos primeiros anos de vida, e a partir do seu contato cotidiano com os adultos, decide qual das seguintes posições existenciais ela assumirá na vida:
Eu não estou ok, os outros estão.
Eu estou ok, os outros não estão.
Não estou ok, os outros também não.
Estou ok, os outros também estão.

Uma vez escolhida a posição, quando a criança cresce, ela será dominante no seu caráter, enquanto as outras, embora podendo coexistir, terão menor peso. Destaca-se que a atitude universal na primeira infância é a da "eu não estou ok, os outros estão". Assim sendo, a pessoa poderá permanecer fixada nessa posição ou, segundo a educação recebida, passar a uma das outras três. Explicando melhor:

- "Eu não estou ok, os outros estão." Essa pessoa se sente inferior aos outros e tenderá à depressão. Ela ainda permanece na mesma posição da sua primeira infância.

- "Eu estou ok, os outros não." É a pessoa que culpa os outros pelas suas misérias. Essa posição costuma ser assumida pelas crianças maltratadas com brutalidade, que concluem: "Quando estou sozinho, estou muito bem. Não preciso de ninguém, deixem-me só." Esta posição é, em geral, baseada no ódio, mesmo quando ele está bem camuflado. Desse grupo fazem parte, com freqüência, os delinqüentes, os fanáticos e os criminosos.

- "Eu não estou ok, os outros também não." Essa pessoas não sente nenhum interesse pela vida. É abúlica e depressiva. É uma posição assumida por aqueles que não receberam suficiente calor e atenção nos primeiros anos e escolhe os amigos, o cônjuge, esperando que ele seja propenso a desempenhar o papel complementar.

NÃO SOMOS LIVRES como acreditamos ser. Quando se entende isso, fica evidente que a maior parte dos nossos atos e pensamentos não é tão livre de condicionamentos como gostamos de acreditar. Nossa certeza de sermos livres, de fazermos tudo aquilo que queremos, e quando queremos, é quase sempre uma ilusão. Quase todos, na verdade, carregamos dentro condicionamentos mais ou menos ocultos que, com freqüência, tornam difícil a manifestação de uma honestidade genuína, uma criatividade livre, uma intimidade simples e pura.

Posição existencial é, portanto, um papel que o indivíduo tenderá a representar ao longo da sua vida. É preciso sublinhar o fato de que todas as posições existenciais necessitam de pelo menos duas pessoas, cujos papéis combinem entre si. O algoz, por exemplo, não pode continuar a sê-lo sem ao menos uma vítima. A vítima procurará seu salvador e este último uma vítima para salvar.

O condicionamento para o desempenho de um dos papéis é bastante sorrateiro e trabalha de forma invisível. Esta é uma das causas principais da falência de algumas amizades ou casamentos, quando as pessoas interessadas não se ligaram a partir de uma simpatia genuína, mas sim com o objetivo de encontrar na outra pessoa um sujeito adequado para desempenhar algum papel complementar.

Se pararmos alguns instantes para considerar os casais que conhecemos, não será difícil encontrar entre eles a "menina" que casou com o "pai" (relação vítima-salvador) ou a mulher que se queixa continuamente do marido, mas nem sequer admite a idéia do divórcio (relação vítima- algoz).

Observemos, então, como vivemos e como a nossa presença influencia a vida daqueles que nos cercam. Somos sadios? Serenos? As pessoas ao nosso redor apreciam a nossa presença? Nosso cônjuge nos admira? Ele fala bem de nós? Nossos filhos nos consideram como amigos? Quantos amigos temos? Em quantas portas podemos bater no caso de uma situação grave?

SE NÃO FORMOS serenos e não tivermos amigos, tentemos considerar que, provavelmente, a nossa posição existencial e o papel que desempenhamos não são os melhores possíveis. Com efeito, se o fossem, teríamos serenidade, melhor saúde.

REVISTA PLANETA

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MULHERES AGREDIDAS

80% das mulheres agredidas sofrem violência frequentemente


DivulgaçãoUm balanço divulgado nesta quarta-feira pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República aponta que 80,31% das mulheres agredidas que ligaram para o 180 --Central de Atendimento-- em 2011 sofrem violência com uma frequência muito alta.

Os dados apontam que 58,64% delas dizem que são agredidas diariamente e, em 21,67% dos casos, a violência é semanal. A ocorrência é mensal para 5,29% ou acontece raramente para 9,19% delas.

No total, a Central de Atendimento à Mulher totalizou 667.116 ligações em 2011--uma média de 1.828 por dia. As denúncias de agressão física contra mulheres corresponderam a 61,28% das 74.984 ligações relacionadas à violência.

"Isso não significa, necessariamente, que a violência aumentou, mas sim que as mulheres estão procurando mais os seus direitos", afirma Aparecida Gonçalves, secretária Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da SPM.

No período, houve 343 chamadas referentes a mulheres em situações de cárcere privado, um dos dados que mais chamou a atenção da secretaria.

No fim do ano passado, o serviço foi expandido para o exterior. Desde então, foram 12 ligações em dezembro e 35 ligações em janeiro de 2012.

EM CASA

Em 72,23% dos casos, a violência é cometida por companheiros e cônjuges das vítimas e 2,23% são namorados. Há ainda um elevado número de casos de violência cometidos por ex-maridos (11,82%) e ex-namorados (4,47%). Isso demonstra que quase 91% das agressões são cometidas por pessoas com quem a vítimas tem ou teve algum vínculo afetivo.

O estudo ainda aponta que 83,34% das mulheres agredidas têm filhos e que 66,12% deles presenciam a violência. Outros 19,35%, são violentados junto com a mãe. "Isso mostra que a violência doméstica é um problema da sociedade. Essas crianças vão crescer e, no futuro, podem virar agressores de suas mulheres ou se comunicar com a sociedade de forma violenta", diz Cida Gonçalves.

Quanto ao tempo de relação da vítima com o agressor, 40,59% mantém relações há 10 anos ou mais. Em 58,27% dos casos, o agressor não está sob o efeito de álcool ou droga.

Em 2011, 94 ligações tratavam de registros contra parceiras lésbicas. O número corresponde a 0,17% das ocorrências --uma chamada a cada quatro dias.

PERFIL

Das ligações recebidas pelo 180, 98,97% foram de mulheres --houve 3.402 ligações feitas por homens. A maioria das denunciantes possui ensino fundamental (45,49%) ou tem ensino médio (41,29% ). Há 11,3% com ensino superior e apenas 1,93% é analfabeta.

O serviço também é mais procurado por mulheres adultas: de 20 a 29 anos (31,19%); de 30 a 39 anos (32,08%) e de 40 a 49 anos (17,88%). "Elas estão na idade economicamente ativa, o que, de uma forma geral, afeta a economia do país. Isso porque as mulheres que sofrem violência faltam para ir ao médico, têm vergonha e autoestima baixa --o que dificulta a ascensão profissional", diz a secretária.

De acordo com o dados, a maior parte das vítimas (59,51) não é dependente financeiramente do agressor.

Além da central 180, as vítimas podem procurar 924 centros que fazem parte da rede de atendimento à mulher. São centros de referência, casas abrigos, defensorias, delegacias especializadas, juizados, varas e promotorias.



Fonte: FOLHA.COM

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